Helder Fernando de Pinto Correia Ponte, também conhecido por Chinguila nos seus anos de juventude em Luanda, Angola. Nasceu em Maquela do Zombo, Uíge, Angola, em 1950. Viveu a sua meninice na Roça Novo Fratel (Serra do Cusso) e na Vila da Damba (Uíge), e a sua juventude em Luanda e Cabinda. Frequentou os liceus Paulo Dias de Novais e Salvador Correia, e o Curso Superior de Economia da antiga Universidade de Luanda. Cumpriu serviço militar como oficial miliciano do Serviço de Intendência (logística) no Exército Português em Luanda e Cabinda. Deixou Angola em Novembro de 1975 e emigrou para o Canadá em 1979, onde vive com a sua esposa Estela (Princesa do Huambo) e filho Marco Alexandre. Foi gestor de um grupo de empresas de propriedade dos Índios Kootenay, na Colômbia Britânica, no sopé oeste das Montanhas Rochosas Canadianas.Gosta da leitura e do estudo, e adora escrever sobre a História de Angola, de África e do Atlântico Sul, com ênfase na Escravatura, sobre os quais tem uma biblioteca pessoal extensa.
Antiga fazenda da firma Gomes & Irmão, Lda. em Belas, a sul de Luanda, que fornecia carnes à cidade.
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O Quarto Império Português
Talassocracia
África
Índia
Brasil
África
A estrutura política do Império Colonial Português no século XX
Aparelho político-administrativo
Bula Matari - símbolo da dominação estrangeira, branca
fontes da autoriadade colonial na metrópole e nas colónias, competência e organização dos órgãos executivos, legislativos, e consultivos
Gilberto Freyre - o modo português de estar no mundo - predisposição para a aventura ultramarina ou tropical, para a misceginação,para a interpenetração de valores e costumes; pa a dualidade étnica e de cultura da sua formação.
Reformas de João Belo, ministro do Ultramar em 1926 - pôr fim ao caos administrativo e financeiro nas colónias. Depreciação do valor da moeda: Banco Nacional Ultramarino e Banco de Angola
Promulgação do Acto Colonial Salazar 1926-30
Bases orgânicas da Administração Colonial . Competências legislativas do governo central e dos governos das colóniase a formulação do regime de Altos-Comissários.
Angola governada por um governador geral assistido por um conselho de governo; dividida em distritos governados por um governador de distrito, Concelhor e circunscrições administrativas.
Funções legislativas - Congresso da República; Ministro das Colónias assistido pelo Conselho Superior das Colónias
Governador da colónia assistido pelo Conselho do Governo da Colónia
Funções Executivas - Conselho de Ministros (nomear e exonerar Alto Comissários e Governadores das coloónias); Ministro das Colónias (manutenção da soberania e cumprimento das leis nas colónias e em especial controle de orçamentos coloniais); e Governador da Colónia -
Conselho do Governo função consultiva (14 membros em Angola em 1926; 17 em 1929) Vogais nomeados: (presidido pelo governador geral, e composto de Procurador da República do Tribunal da Relação de Luanda, director dos serviços de administração civil, director dos serviços de fazenda e contabilidade, e director dos serviços de obras públicas. Vogais eleitos: um para os distritos de Zaire e Congo; outro para os distritos de Cuanza-Norte, Malange e Lunda; outro para os distritos de Luanda e Cuanza Sul; oitro para os distritos de Benguela, Bié, Moxico e Luxazes; e um ultimo para os distritos de Huila, Moçâmedes e Cubango.
Funções Judiciais e de Contencioso - Supremo Tribula de Justiça na metrópole; Tribunais de 1º e 2ª instância nas colónias
Tribual Administrativo, fiscal, e de contas com recurso para o Conselho Superior das Colónias
Carta Orgânica da Colónia de Angola 1926
Organização administrativa do governo da colónia de Angola 1926
Serviços da Administração Civil - seerviços de administração política e civil, colonização, comércio, instituições comerciais, cultos, instituições de bneficiência, assistência a europeus e assimilados, segurança pública, gestão do Boletim Oficial, Imprensa , e estatística geral.
Serviços de instrução pública - ensino, instrução, e educação de todos os indivíduos
Serviços de Saúde e Higiene - fiscalização sanitária, e superintendência e inspecção de todos os serviços de saúde, civis, militares, e de higiene.
Serviços de Fazenda - classificação, lançamento, e cobrançadas receitas, processamento, liquidação e pagamento das despesas, processamento e abono de vencimentos, centalização da contabilidade dos fundos da colónia, coordenação da proposta do orçamento geral, organização das contas da colónia, serviços de cadastragem fiscal e o e do estudo das modificações a introduzir no sistema tributário.
Serviços Aduaneiros - serviços aduaneiros dos portos marítimos e fluciais e das fronteiras terrestres, tanto na componente técnica e administrativa.
Serviços das obras públicas - serviços de construções e obras públicas e pelos monumentos.
Serviços dos correios e telégrafos - serviços postais, telegráficos, telefónicos, radiotelegráficos, e repartição técnica da fiscalização das indústrias eléctricas
Seerviços dos Portos e Caminhos de Ferro - manutenção e gestão dos serviços dos portos marítimos e dos caminhos de ferro.
Serviços da Indústria e Minas - serviços geológicos e mineiros relativos às indústrias, a supervisão do trabalho fabril, e a observação de alguma estatística industrial.
Serviços e Negócios Indígenas - (somente nas colónias de indigenato) todos os assuntos concernentes aos indígenas - política de trabalho, emigração, assistência, instrução profissional, civilização, curadoria geral, e administração da justiça.
Serviços de Agricultura - assuntos associados à produção e gestão da produção florestal, agrícola, e pecuária.
Política Indígena - Estatuto político, civil, e criminal dos Índígenas de 1929 - regulamentaçãodas garantias e obrigações fundamentais dos indígenas.
Indígena era toda o indivíduo de raça negra ou dela descendente que, pelos seus usos e costumes, não se distinguia do comum daquela raça.
Estimativa do total da população indígena de Angola em 1930 2.599.166 pessoas. 48,1 população civilizada era branca.
Acto Colonial de 1930 -
Título I - Das garantias gerais - Império Colonial Português - da essência da nação portuguesa desempenhar a função histórica de possuir e colonizar domínios ultramarinose de civilizaras populações indígenas que neles se compreendem.
Título II - Dos Indígenas - Estatuto Político, civil, e Criminal dos Indígenas 1929 - O Estado garantia a civilização, protecção e defesa dos interesses do indigenato em função de principios consignados pelas convenções internacionais; estaia-se acerca do regime de trabalhoremuneração, e restrições ao trabalho forçado, e previa-se a existência de um modelo jurídico discricionário de acordo com os usos e costumes dos indígenas por via de estatutos especiais.
Título III - Do Regime Político e Administrativo - Administração colonial - funções legislativas e executivas do governador geral
Título IV - Das Garantias Económicas e Financeiras - cada colónia tinha o seu orçamento próprio que dependia da aprovação expressa do ministro das colónias
Nomeação do Dr. Armindo Monteiro para ministro ds Colónias em 1931, depois de uma visita a Angola em 1930. Glorificação do passado português - Galvanização a história da expansão portuguesa, exaltando as proezas das maiores figuras durante os Descobrimentos e a colonização do Estado da Índia, Brasil, e África.
Promulgação da Carta Orgânica do Império Colonial Português em 1933 -
Capítulo I - Divisão administrativa do Império Colonial Português
Capítulo II - Dos orgãos centrais de governo do Império Colonial - Assembleia Nacional (leis), Governo Centra (nomeação, recondução, e exoneração do governador geral, sob proposta do ministro das colónias, decretos e decretos-leis, Conselho Superior das Colónias (pareceres acerca das matérias de administração colonial que o Ministro das Colónias solicitasse, e funcionar como Tribunal Superior Administrativo), Conferência dos governadores coloniais, e Conferências económicas do Império Colonial Português governos coloniais
Caítulo III - Dos governos coloniais - Governador sob superintendência do ministro das Colónias. Função legislativa a todas as matérias que respeitassem exclusivamente à colónia e que não estivessem especialmente atribuídas à Assembleia Nacional ou ao Ministro das Colónias. Conselho de governo (agora com 10 membros - 5 eleitos e 5 vogais oficiais, em 1946 revisto o número para 13- Vogais não oficiais nomeados 2; eleitos 5, e vogais oficiasis 6) apenas com funções consultivas.
Capítulo IV - Da administração organização e funcionamento dos serviços de administração, militares, administração local, e funcionários coloniais.
Capítulo V - Da administração financeira - elaboração de orçamentos coloniais, cômputo das receitas e despesas, métodos de contabilidade e fiscalização, e normas relativas a fundos de reserva.
Capítulo VI - Da administração da justiça - regida pelo Estatuto Judiciário das Colónias - Supremo Tribunal de Justiça, Procuradores junto dos Tribunais de Relação de 1ª instância. Conselho Superior das Colónias e em cada colónia por um tribunal administrativo.
Capítulo VII - Da ordem económica e social nas colónias - criação de organismos que se integremna organização económica geral da nação, de forma a realizar o máximo de produção e riqueza socialmente útil, e estabelecer uma vida colectiva de que resultem poderio para o estado e justiça entre os cidadãos.
Capítulo VIII - Dos indígenas - princípio da protecçõ aos indígenas, imbuído do desejo de conservar desenvolver e civilizar ressas populações. Missões religiosas, trabalho forçado a obras públicas de interesse geral, execução de decisões judiciárias de caráceter penal,e cumprimento de obrigações fiscais.
Acto Colonial de 1930 - aprofundar as reformas começadas por Joãp Belo em 1926, rupturacom o modelo de descentralização colonial administrativa e financeira da Primeira República.
População indígena de Angola em 1940 - 3.646.399 (97.5% da população); população branca44.083 1,8%), Alfabetizada 56.449 (1,5%), e portugueses 90.143 (2,4%).
População civilizada de Angola em 1950 135.273 (3,3%); indígena 3.976.523 (96.7%).
Primeiros sintomas de mudança no império depois da Segunda Guerra Mundial
Carta das Nações Unidas - Artigo 73º - declaração relativa aos territórios não autónomos - "Os membros das Nações Unidas que assumiram ou assumam responsibilidades pela administração de territórios cujos povos ainda não se governem completamente a si mesmos reconhecem o princípio do primado dos interesses dos habitantes desses territórios e aceitam, como missão sagrada, a obrigação de procurar no mais alto grau, dentro do sistema de paz e segurança internacionais estabelecidos na presente Carta, o bem-estar dos habitantes desses territórios." . "Os países coloniais deviam promover nos territórios que administravam "o seu governo próprio, ter na devida conta as aspirações políticas dos povos e auxiliá-los no desenvolvimento progressivo das suas instituições políticas livres".
Revisão constitucional de 1951 - provincias ultramarinas vs. colónias -
Luso-tropicalismo de Gilberto Freyre - Portugal e Ultramar - Retórica do
colonialismo português: uma comunidade multirracial composta por
parcelas territoriais geograficamente distantes, habitadas por
populações de origens étnicas diversas, unidas pelo mesmo sentimento e
pela mesma cultura.
em 1953 a Carta Orgânica do Império Clonial Português foi substituída pela Lei Orgânica do Ultramar Português Título VII - a função histórica de colonizar as terras dos descobrimentos sob a sua soberania".
Ministro das Colónias passou a Ministro do Ultramar
Colónias passaram a províncias
Conselho Superior Colonial passou a Conselho Ultramarino
Em províncias de governo geral, o Conselho de Governo passou a ser designado como Conselho Legislativo, com o governador geral como presidente.
Cria-se Secretaria Geral em cada província nas províncias de governo geral
Reformas de Adriano Moreira 1961-62
Revisão consticional de Marcelo Caetano em 1971/72
Realidade colonial de Gerges Balandier (1951):
condições que são inerentes à relação que resulta do choque de civilizações em contexto colonial - dominação exercida por uma minoria exógona, distinta etnica e culturalmente, e pretextos de justificações de superioridade racial ou cultural face a uma maioria tida como inferior; confronto entre civilizações heterogéneneas, em que aquela que subjuga é tecnicamente e economicamente avançada, contrastando com aquela que é subjugada; instrumetalização da sociedade colonizada pela sociedade colonizadora, com fins políticos e económicos.
Contexto político colonial depois do fim da Segunda Grande Guerra - Formação da ONU em San Francisco 1945 - fomentar o progresso político, económico, social e educativo dos territórios dependentes, com vista a instaurar uma progressiva autonomia administrativa.
Faseologia de Valentim Alexandre - fixação de fronteiras dos territórios coloniais, seguida de ocupação militar e implantação do aparelho colonial moderno.
Norton de Matos em Angola Brito Camacho em Moçambique
Ciclos económicos na História
de Angola
Tráfico de escravos
São Jorge da Mina
Cristãos Novos e o Açucar em São Tomé
Chegada de Diogo Cão à foz do Congo
Relações amistosas com o Reino irmão - Rei Dom Afonso
Pinda (Sonho) e o tráfico de escravos para São Tomé
Conquista e
ocupação - Regime de Simão da Silveira
A Carta de Donatário de Paulo Dias de Novais
A inspecção de Domingos de Abreu e Brito
Primeiras entradas para o sertão - Curso do rio Cuanza - Cambambe, Muxima, e Massangano
A fundação de Benguela, Novo Redondo, e Catumbela
Escravos do Planalto - os presídios de Caconda e Quilengues
Aceleração e expansão da escravatura e tráfico transatlântico de escravos América Espanhola, Brasil, Caraíbas, Colónias inglesas da América do Norte, Estados Unidos, e Cuba
As reformas pombalinas do governador Inocêncio de Sousa Coutinho
Abolição da escravatura e do tráfico
Independência do Brasil
e policiamento das águas do Atlântico Sul por escoltas da Marinha Inglesa
Transição para economia de exploração colonial
Crise económica aguda
Campanhas
militares de ocupação
Pacificação
Cera, urzela
O ciclo da Borracha - Cuango, Malange, e Lunda
O consulado de Norton de Matos
Ocupação
administrativa
Diamantes e Diamang
Mapa da concessão para a prospecção e exploração de diamantes concedido pelo governo português à Diamang (Companhia de Diamantes de Angola), edição de 1933.
XXXXX
Sede da Delegação da Companhia de Diamantes de Angola em Luanda em 1929, na antiga Rua da Esquadra (1ª Esquadra da Polícia de Segurança Pública - PSP), perto do antigo Largo de Pedro Alexandrino da Cunha (dos Correios).
XXXXXXXXX
XXXXXXXXXX
Edifio da nova sede da Delegação em Luanda da Diamang. Restaurado em 1964. O mesmo edifício serviu de sede da delegação do Banco Nacional Ultramarino e mais tarde do Banco de Angola.
Produtos
coloniais - Açúcar Fazenda Tentativa em Caxito e Cassequel em Catumbela
Imigração da Metrópole
Algodão,
Café no Ambaca, Seles, e Congo
Luta de Libertação e expansão económica
Petróleo - Petrofina, Petrangol, e Cabinda Gulf Oil
Evolução da
Cobertura Administrativa de Angola (1912 – 1973) Norton de Matos - até antes da Independência
Ano
Distritos
Concelhos
Circunscrições Militares
Postos Administrativos
Povoações Comerciais
1912
7
12
25
60
1924
8
23
35
75
125
1955-1962
13
56
19
229
1336
1973
15
105
349
1256
Diploma legislativo - emanado pelo governador geral
Decreto lei - emanado pelo governo central
Lei - emanada pela Assembleia Nacional
Câmara Corporativa
Comércio de
Mercadorias no Interior ainda não pacificado
Funantes,
Pumbeiros, Aviados e Avançados
Vendiam Panos de
riscado, lenços de cabeça, missangas, catanas, enxadas, botões, alfinetes de
ama, produtos enlatados, tabaco, chapéus, cobertores de algodão, peças de
vestuário, bebidas alcoólicas (incluindo vinho e águardente), adornos para
mulheres, bijuterias, bugigangas, pólvora, armas de piston (que eram artigos
proibidos),
Depois de
selecionarem e quantificarem toda a pacotilha, o funante arranjava ou tinha
carregadores para transporte de mercadoria e tipoieiros para ele, e normalmente
era acompanhado de um guia ou segurança. Tudo pronto, incluindo a sua
alimentação e do pessoal, seguia para o interior, para o que era obrigatória a
autorização ou licença passada pela autoridade militar.
Já que não podia
entrar num sobadosem se dirigir em primeiro lugar ao soba, a quem ao ir
comprimentá-lo, pagava o tributo em mercadoria, para poder vender e comprar, ou
melhor permutar na sua área. O soba chegava a fornecer-lhe alojamento e às
vezes uma rapariga para lhe aquecer os pés.
Logo que
despachada a mercadoria e armazenado o resultado da permuta, regressava à base
de onde tinha partido. Com a fixação do
comércio no interior,o funante passou a ser uma figura que tinha passado de
uso, e até algumas vezes lendária, como o funante Fraga, que Henrique Galvão
descreveu na sua obra Outras Terras, Outras Gentes.
A segunda figura
do mato que substituiu o funante foi o aviado. O aviado era o indivíduo que se
fixava no interiore que era bastecido das suas necessidades pessoais e
comerciais exclusivamente por um único armazenista, com o qual tinha uma conta
corrente e que assim podia permanecer por toda a vida. Ou então, graças a
muitas economias, pagava o débito que tivese e adquiria a sua independência.
Esta figura do
aviado desapareceu há muito, restando por último o pequeno comerciante do
interior que se abastecia onde melhor preço e condições lhe eram oferecidas.
Todos estes
homens foram à sua maneira os grandes povoadores do sertão, que posteriormente
ou se casavamcom alguma rapariga da sua terra natal, com a filha de algum
colega,, ou arranjavam alguma companheira.
O Comerciante do Mato
Evolução monetária e financeira ee Angola:
Banco Nacional Ultramarino (BNU) - Estabelecido quando da abolição da escravatura e do tráfico de escravos e transição para economia colonial de exploração. Estabelecido em Lisboa por Francisco de Oliveira Chamiço em 1864 com o capital social de 12.000 mil contos de reis dividido em 120.000 acções de 1.000$00 reis cada uma.
O banco foi fundado no reinado do Rei D. Luís, sendo José Mendes Leal
Ministro da Marinha e Ultramar, e João Crisóstomo de Abreu e Sousa,
Ministro das Obras Públicas do Governo Português. A sede estava situada no Largo do Chiado em Lisboa, com agências na Rua Augusta e na Avenida da República.
Nota de Duzentos Reis Bronze (frente e verso) emitida pela Repartição de Fazenda Provincial de Angola em Julho de 1892, também assinada pelo governador geral.
As suas funções principais em Angola incluiam a emissão de moeda (em réis), caixa do tesouro, regulação dos meios de pagamento, banco comercial, regulação dos meios de pagamento, estabilizador dos pagamentos aos funcionários públicos e fornecedores de bens e serviços do estado, investidor de capital de risco, financiador do déficit do governo, e acionista em empresas e investimentos coloniais estratégicos.
Sucursais na capital de cada província ultramarina Angola (Luanda) e Cabo Verde em 1865, São Tomé e Éstado da Índia (Pangim) em 1868, Moçambique (Lourenço Marques)em 1877, Macau em 1902, Guiné (Bissau) em 1903,Timor (Dili) em 1912. Banco emissor em Angola (em moeda reis) e nas outras províncias ultramarinas portuguesas. Em 1917 expandiu rede de agência no Continente, na Madeira, e nos Açores.
O BNU foi banco emissor em Angola até 1926, quando foi substituído pelo Banco de Angola. Emitiu notas e moedas (meios de pagamento) em diversas denominações - reis, escudos, patacas, rúpias, e libras esterlinas. Sucursal
estabelecida em Luanda em 9 de Junho de 1865 e aberta ao público em Agosto de 1865; Benguela em Agosto de 1868, e Moçâmedes em Março do mesmo ano;Novo Redondo 1915; Lobito e Malange 1918; Cabinda e Leopoldville em
1919 (que viria a encerrar em 1934); e Bié (Silva Porto) e Sá da Bandeira em 1921.
Desde
o seu estabelecimento em 1865, o BNU foi obrigado a tornar-se
acionista de várias empresas coloniais em Angola, como a Companhia de
Navegação do Cuanza, a Companhia Agrícola do Cazengo, a Companhia de
Pesquizas Mineiras de Angola (PEMA), a Companhia de Diamantes de Angola,
a Empresa Gráfica de Angola, a Companhia dos Caminhos de Ferro Através
d'África, a Companhia Agropecuária de Angola, e a Companhia de
Petróleos de Angola (Petrangol). O capital do Banco de Angola foi aumentado para 60.000 contos em 1929.
O BNU foi fornecer ao Estado meios de pagamento aos funcionários em Angola, cujos salários nesse tempo estavam sempre em atraso. O BNU era também o proprietário e operador da navegação a vapor sobre o rio Cuanza (Companhia de Navegação do Quanza). Em 1901 renegociou com o Estado o privilégio da emissão de notas e obrigações prediais nas províncias ultramarinas.
Nota de Cinquenta Centavos, emitida e assinada pelo Alto-Comissário Norton de Matos em 1921 (no seu segundo governo), assinada também pelo Secretário Provincial das Finanças.
O BNU foi financiador
da Companhia Agrícola do Cazengo, onde pela primeira vez se organizou a
produção de café em grande escala. Concedeu um empréstimo para a
construção do Caminho de Ferro de Ambaca. Em
muitas ocasiões financiou as operações dos estado através de
empréstimos à Província de Angola. O BNU foi resgatado pelo Estado Português em 1914, durante o primeiro governo de Norton de
Matos). Em 1916 tornou-se um dos acionistas da Companhia de Diamantes de
Angola (Diamang).
O BNU financiou
parcialmente a as expedições do major Serpa Pinto (1877) através de África e
dos trabalhos de exploração da bacia hidrográfica por Hermenegildo
Capelo. Em 1917 financiou parte das campanhas militares de ocupação no sul de Angola, e reforçou o seu investimento na Companhia das Pesquizas Mineiras de
Angola (PEMA - percursora da Diamang), Companhia de Petróleo de Angola,
e na Companhia de Diamantes de Angola.
Durante o segundo governo de Norton de Matos, o BNU negociou com o governo provincial dois empréstimos, um realizado no montante de de 3.000
contos e outro não realizado de 10.000 contos para fins de fomento, e aumentar meios
de pagamento na Província no montante de 50.000 contos.
Em 1923 Angola atravessou uma crise financeira muito aguda, com grandes déficites orçamentais no governo da colónia, inflação galopante, falta de meios de pagamento, a sua moeda não era aceite pelas outras
províncias, ao ponto de que o BNU se viu obrigado a suspender transferências de dinheiro para o exterior.
Como solução para esta crise monetária e financeira, o Alto-Comissário Norton de Matos criou em 1924 o Banco de
Angola, mas a medida não foi aprovada pelo governo central de Lisboa. De seguida ele viajou para Londres à procura de mais financiamentos para Angola, o que não conseguiu, pelo que ele se demitiu imediatamente do cargo de Alto-Comissário (ainda em Londres em Junho de 1924) e nunca mais regressou a Angola.
Expansão do BNU no estrangeiro - Agência em Pretória, África do Sul em 1884, em 1965 comparticipou com 42% das acções do Bank of Lisbon and South Africa. Em 1904 estabeleceu o seu primeiro correspondente em Hong Kong. Abriu uma filial no Rio de Janeiro, Brasil em 1913. Abertura de agência em Londres em 1919, que em 1929 se transformou em Anglo Portuguese Colonial & Overseas Bank, passando para AP Bank em 1977 e Riggs AP Bank em 1987. Abriu uma agência em Paris, França, em 1919, que foi convertida em 1929 em Banque Franco Portugais e d'Outre-Mer, actualmente Banque Franco Portugais. Abriu uma agência em Leopoldville (Congo Belga) em 1919, que passou para o Banco de Angola em 1926. Em 1920 abriu uma agência em Nova York (USA), que a partir de 1924 passou a ser representado pela Trust Company of North America. Em 1921 abriu uma agência em Bombaim (Bombay) Índia encerrada em 1952. Em 1965, juntamente com o Banco de Angola, expandiu o seu negócio na África do Sul com a criação do Bank of Lisbon and South Africa em Johanesburg. Em 1970, abriu uma agência em Dusselforf, Alemanha, que passou em 1977 a ser o Lissabon Bank AG. Abriu uma agência no Luxemburgo em 1978, depois conhecido com Banque Portugais à Luxenburg. Em 1993 abriu uma agência em Zhuai, China, e em 1999em Dili, Timor-Leste.
Em Setembro de 1974, o BNU foi nacionalizado e em fundiu-se com a Caixa Geral de Depósitos em 1988. A fusão ficou completa em 2001.
Nota de Vinte Mil Reis do Banco Nacional Ultramarino - Angola, 1909
Banco de Angola - Dois anos de impasse até que em 1926 o Ministro das Colónias João Belo estabelece o Banco de Angola com sede em Lisboa e a Junta da Moeda de Angola com sede em Luanda. Banco de propriedade mista, com dois acionistas principais: a Província de Angola e o Banco Nacional Ultramarino, com igual número de acções.
Anúncio do Banco de Angola, 1926
A estrutura da gestão incluia um governador nomeado pelo Estado, dois vice-governadores, e um conselho fiscal eleito por assembleia geral dos acionistas. Os lucros anuais seriam distribuídos de acordo com uma fórmula de 15% para reservas, de 10% para o pessoal, 10% para administração, e o resto em forma de dividendos pagos aos acionistas. O primeiro governador do Banco de Angola foi Francisco da Cunha Leal (militar, político, deputado pelo Círculo de Angola, engenheiro, presidente do ministério, e professor universitário 1888-1970) que se opôs à política financeira de Oliveira Salazar e à ingerência do governo de Lisboa na actividade do Banco, passando a ser um dos opositores mais vocais do regime do Estado Novo.
Com a criação do Banco de Angola em 1926, todos as agências e o pessoal do antigo Banco Nacional Ultramarino passaram para o Banco de Angola. Este é um postal da recém convertida sede da Delegação e agência do Banco de Angola em Luanda em 1926, que antes era a principal agência em Angola do Banco Nacional Ultramarino, na esquina das antigas ruas Avelino Dias e Cerveira Pereira, no bairro dos Coqueiros.
No mesmo ano, o recém-criado Banco de Angola recebeu todo o aparelho material e
humando do BNU em Angola, e os activos dos empréstimos à província,
assumindo em contrapartida a responsabilidade pela emissão e pelos
depósitos no BNU na colónia, assim como todas as agéncias do BNU terem passado para o
Banco de Angola. O Banco de Angola passou também a a actuar como banco de pagamentos do estado. A primeira emissão de moeda foi feita em angolares em 1926. Logo na sua primeira década de actividade, o Banco de Angola atravessou tempos difíceis como resultado da grande crise económica mundial de 1929, tendo encerrado a agência de Leopoldville em 1934.
Nota de Um Angolar emitida pela Junta da Moeda de Angola em Agosto de 1926
Em 1946 o Banco de Angola foi autorizado a realizar operações de crédito agrícola, pecuário, e industrial, empréstimos hipotecários comuns e empréstimos para colonização, tendo o capital social sido elevado para 100.000 contos; exclusivo da emissão de notas prorrogado até 1976, para o que a Província de Angola passou a receber 2.000 contos como renda anual.
Nota de 500 Angolares emitida pelo Banco de Angola em 1927
Em 1953 começa a construção do edifício próprio para a sua direcção-geral e sucursal principal em Luanda, na Avenida Paulo Dias de Novais (Marginal). Desenhado pelo arquitecto Vasco Regaleira (1897-1968) em estilo "Português Suave". A construção concluiu em 1956, tendo sido inaugurado com grande pompa aquando da visita do presidente Craveiro Lopes a Angola.
Edifício do Banco de Angola na Avenida Marginal em Luanda, ex-libris de Luanda, 1964
O interior foi decorado com mobiliário e madeiras preciosas, azulejos alusivos à chegada dos portugueses ao Congo em 1482, e com pinturas e frescos nos tectos nas salas mais formais e na cúpula principal, cuja escada de acesso é feita em mármore. O exterior é em côr-de-rosa com os parapeitos da janelas em branco. Logo que concluído, o edifício do Banco tornou-se de imediato o ex-libris de Luanda, e um dos mais bonitos edifícios da costa ocidental de África.
Sala de reuniões da Direcção Geral do Banco de Angola em Luanda, 1967
Até 1954, a moeda emitida pelo Banco de Angola era o angolar, mas a partir desta data passou a ser o escudo angolano. De acordo com ass provisões do decreto Nº 12131 de 14 de Agosto de 1926 que criou o Banco de Angola, este era obrigado a publicar anualmente um Relatório e Contas. O Relatório (anual) e Contas do Banco de Angola foi durante muitos anos a principal publicação de natureza económica em Angola. O Gabinete de Estudos Económicos do Banco de Angola publicava ainda um Boletim Trimestral que focava em estudos dos aspectos mais específicos da economia angolana.
Capa do relatório anual do Banco de Angola - Situação Económica e Financeira e Relatório e Contas para o Exercício de 1973
O Relatório Anual do Banco de Angola incluia um resumo da situação económica e financeira dos principais sectores económicos, produtos coloniais, e praças comerciais de Angola, comércio externo, moeda e crédito, inflação de Angola, Portugal, e das principais economias do mundo; um relatório detalhado sobre a actividade e posição do banco (evolução nos últimos anos, função emissora, função bancária efectivos de pessoal e obras sociais, balanço geral, e conta de lucros e perdas do exercício do ano findo), e um sumário da legislação que governava as principais medidas e disposições económicas dos governos colonial e central.
Capa do Boletim Trimestral do Banco de Angola, Nº 43, Julho-Setembro de 1968, publicado pelo Gabinete de Estudos Económicos
Entre 1958 e 1973, os activos do Banco de Angola cresceram de 12,110 milhões de contos para 46,190 milhões de contos.
No mesmo período, o total de dinheiro em circulação e reservas monetárias cresceram de 1,195 milhões de contos para 4,.433 milhões de contos.
Em termos do orçamento geral do estado, este era 2,6233 milhões de contos para o ano de 1958 e de 19,475 milhões de contos para o ano de 1974.
Em 1973 o Banco de Angola tinha 1.449 empregados em Angola e 896 em Portugal.
Até 1956, data da entrada em actividade do Banco Comercial de Angola, com capitais do Banco Português do Atlântico, o Banco de Angola tinha o monopólio da banca em Angola. Em 1964 outros bancos, como o Banco de Crédito Comercial e Industrial, o BancoTotta Standard, o Banco Pinto & Sotto Mayor, e o Banco Inter Unido, começaram a operar em Angola estabelecendo um regime de concorrência bancária acentuada. Para a função de fomento da infrastrutura económica, o governo provincial criou também a Caixa Económica Postal, a Caixa de Crédito Agro-Pecuário, o Montepio Geral de Angola, o Banco de Fomento Nacional, e o Instituto de Crédito.
Facsimile de uma Nota de Um Angolar, emitida pelo Governo Geral de Angola em 1948 (e não pelo Banco de Angola)
Em 1974, O Banco de Angola tinha a sua sede na rua da Prata em Lisboa, a direcção geral na avenida Paulo Dias de Novais em Luanda, e as seguites dependências em Angola: Benguela, Cabinda, Carmona (Uige), Cubal, Gabela, Henrique de Carvalho (Saurimo), Lobito, Luanda, Luso (Luena), Malange, Mariano Machado (Ganda), Matala, Moçâmedes (Namibe), Nova Lisboa (Huambo), Novo Redondo (Sumbe), Pereira d'Eça (Ondgiva), Porto Amboím (Sumbe), Quiculungo, Robert Williams (Caála), Sá da Bandeira (Lubango), São Salvador (Mbanza Kongo), Salazar (Dalatando), Serpa Pinto (Menongue), e Silva Porto (Kuito).
O Banco de Angola tinha também uma extensa redes de dependências no Continente (Portugal): quatro em Lisboa, duas no Porto, e uma em Algés, Alverca, Aveiro, Barreiro, Braga, Coimbra, Damaia, Guimarães, Moscavide, Paços de Ferreira, Portimão, Queluz, São João da Madeira, e Setúbal.
Depois do golpe militar de 25 de Abril de 1974 em Portugal, o Banco de Angola foi nacionalizado em Agosto de 1974 em Angola e em Setembro de 1974 em Portugal, e em 1978 foi integrado na União dos Bancos Portugueses. As suas operações comerciais em Angola foram nacionalizadas pelo governo angolano em 1976, transformando-se em Banco Nacional de Angola. Em Janeiro de 1977 o Banco Nacional de Angola extinguiu o escudo angolano e realizou a primeira emissão de moeda em quanzas e deixou ser um banco comercial passando a ser somente banco central emissor, caixa do tesouro e de comércio bancário, e agente principal da política monetária em Angola, de acordo com a reforma bancária realizada em Novembro de 1976.
Meios de troca pré-coloniais - Troca directa
Economia de subsistência
Algumas mercadorias em troca de long distância
Relevância dos mercados tradicionais
Rotas de comércio ao longo dos rios ou locais em que rios se encontram
No tempo pré-colonial os escravos não eram mercadoria
Zimbo
O Zimbo, extraído da Ilha de Luanda, e usado como meio de troca no Antigo Reino do Congo, antes da chegada dos portugueses ao Congo
Sal
A compra e venda de escravos
Mabelas de ráfia, Missangas, e Libongos
Cruzetas de Cobre
Quibandas
eram tributos de passagem pago aos sobras principais pelas caravanas de
comércio no interior em troca de passagem segura por suas terras.
Artigos
comerciados incluiam vendas de sal do litoral, panos (feitos na Índia),
geritiba (aguardente de cachaça vinda do Brasil, e vinho de Portugal),
pólvora e armas (vindas da Europa), e compra de escravos, alimentos
locais (caça, gado, mandioca, cereais), marfim, mel, cera, urzela, e
borracha.
As
quibandas geravam um pagamento inverso, pago pelos sobas aos chefes das
caravanas em forma de alimentos (mandioca e milho) ou gado.
O
ouro e a prata brasileiros eram utilizados como forma de pagamento
através do Atlântico e como forma de transferência de riqueza acumulada
para o Brasil e Portugal
Inflação foi um problema endémico na história económica de Angola.
Já
no século XVII, o zimbo foi substituído como moeda por mabelas e
libongos, que eram panos de ráfia de produção artesanal, que passaram a
servir de meio de troca.
Resistência á moeda - revolta dos soldados em Luanda contra o pagamento de soldo em dinheiro (macutas)
A Macuta - a primeira moeda cunhada em Portugal para uso em Angola em 1762
Só
na segunda metade do século XVIII é aparece a primeira moeda em
Angola - a macuta - que foi aceite inicialmente com certa resistência. As primeiras macutas usadas em Angola foram cunhadas na Casa da Moeda em Salvador, Bahia, Brasil.
O
primeiro banco comercial privado a estabelecer-se em Angola foi o Banco
Comercial de Angola em 1957, como uma extensão do banco português
Banco Português do Atlântico. Com a política de abertura económica
iniciada após-1961, em 1964 novos bancos começam a operar em Angola: o
Banco de Crédito Comercial e Industrial, o Banco Totta Standard, e o
Banco Pinto e Sotto Maior, todos de maioria de capital português (com
excepção do Banco Totta Standard, que tinha também capital
sul-africano), com agências nos mercados mais importantes de Angola.
Outras
instituições de créditoque operavam em Angola eram a Caixa Económica
Postal, o Montepio Geral de Angola, e o Instituto de Crédito de Angola.
Reis - A
primeira nota de banco (em papel) foi posta em circulação em 1865 pelo
Banco Nacional Ultramarino
Escudos mais tarde
Angolares - Banco de Angola 1926
Escudos outra vez 1954
Eu
lembro-me que o achado destas moedas antigas (do séc. XVIII) era um
importante achado arqueológico, que me levou a compreender melhor quanto
importante era a arqueologia como ciência auxiliar da história. Da
mesma forma, esta insólita colecção de moedas antigas fez-me também
pensar na história económica de Angola, que então completamente
desconhecia. Infelizmente, nas coisas que deixei em Luanda estava a dita
lata de flocos de aveia cheia de macutas históricas...
Moedas de Angola ao longo dos Tempos - a desenvolver
Segundo registos históricos, muito antes da Era Colonial Portuguesa, utilizou-se em Angola, colares formados por rodelas de conchas de caracóis e muitas outras conchas enfiadas em fios de fibras têxteis, como instrumentos de troca. Todavia, apesar da variedade de conchas, foi o Nzimbu (Zimbo), o pequeno búzio cinzento, um dos mais importantes e primeira moeda de troca em Angola.
O Zimbu, Njimbu ou Lumache, um búzio, teve"curso" de moeda de troca, por quase toda a Costa Ocidental Africana. Era a moeda do poder económico do Reino do Congo. Apareciam em toda a Costa Atlântica, mas os mais valiosos, de cor cinza, eram da Ilha de Luanda. Eram as mulheres nativas que os apanhavam, na contracosta da Ilha. Com o passar do tempo, o Zimbo começou a desvalorizar, a queda do valor do Zimbo, (1616) deu lugar ao "pano".
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O "Pano, ou Libongo, eram pequenos pedaços de tecidos, feitos à base de fibras de palmeira-bordão. (origem do Congo e Luango).
O Sal Foi outra mercadoria-moeda de troca, de larga circulação entre os povos locais.minas e as salinas. Em Angola, as mais importantes eram as de Ndemba na Quissama, onde o povo extraía as pedras com escopro; Também as salinas de Benguela.
O marfim, ocupou durante largos anos, lugar de relevo, no quadro de exportação , chegou a constituir, juntamente com os escravos, a principal fonte de receita do comércio com o exterior.
A Cruzeta de Cobre de tamanho e espessura variada. Foi a população da área Lunda que a introduziu no seu território, uma cruz concebida a partir do cobre em forma de X Romano.
O Cauris - Concha branca de rara beleza, a sua generalização em Angola e o Congo, teve lugar a partir do Séc. XVI e foi consequência de relações comerciáveis no mercado português, por via marítima a importação do Oriente.
As Fazendas / Mercadorias - Também moeda de troca, consistia em: Garrafas, espingardas, etc
A Macuta - A 1ª Moeda de cobre do Reino Português, de 1644, introduzida pelo governador Jacques de Magalhães.
O Angolar - De 1910 a 1962, o Estado Colonial Português lança no mercado a emissão "Vasco da Gama"; As Cédulas do Banco Nacional Ultramarino, ,as "ritas", "chamiços", os #Angolares,
e por último, o Escudo , em 1953, como unidade monetária no periodo colonial
Depois de algum tempo, chegou o "tempo novo", e com ele o Kwanza, a nova moeda de Angola.
O Kwanza tinha como fracção o Lwei, correspondente a cada Kwanza a cem Lwei. A 08 de Janeiro de 1977 o kwanza entra em circulação.
Apologia à mulher do colono que vivia no mato - Em qualquer das
situações, as mulheres tornaram-se as grandes heroínas daqueles matos, onde lhe
nasciam os filhos, os criavam e os educavam, às vezes muito além das suas
posses.
Eles
aguentavam-se, às vezes dia e noite, no seu comércio, naquela luta, que eu
também conheci, da cambulação, do negócio, isto é com alguma deslealdade para
com os seus colegas de profissão, arranjavam alguns nativos que nos caminhos da
povoação comercialdesviavam o vendedor
da mercadoria para as suas lojas.
Mas voltando às
mulheres, companheiras de uma vida de sacrifício, tomavam conta de casa,
tratavam da alimentação, e tantas vezes ainda , nos trabalhos da máquina de
costura à sua frente, faziam capulanas e outras roupas para que o negócio fosse
mais completo e rentável. Sacrificavam toda uma vida com uma dedicação extrema
pelo su homem e pelos filhos do casal, por quem eram capazes, dar a sua própria
vida, se necessário.
Desta gente
anónima não reza a história, mas eu, que vivi a maior parte da minha vida em
terras das mais isoladas, vi-os com os meus próprios olhos e apreciei todo
aquele sacrifício, aquela dádiva em prole da família. Quantos e quantos foram
imolados pela sua dedicação total e absoluta.
Eu aqui e agora
presto a todos e todas as minhas maioers homenagens por aquilo que foram
capazes, e se já não contam no número dos vivos, aos seus filhos, hoje na casa
dos 50 ou 60 anos, para que honrem a sua memória e os lemberm enquanto viverem.
Grandes exemplos
para todos nós, grandes homens e grandes mulheres, grandes heróis e heroínas
que só viveram para o trabalho e para os seus e que por isso viveram e morreram
pobres.
Retomada de Nabuangongo pelo exército português, 9 de Agosto de 1961
A Colónia de Angola
Desafios e oportunidades:
Angola como colónia - Portugal potência colonial e país subdesenvolvido. Pacto colonial, protecção à indústria metropolitana, estratégia monetária da Zona do Escudo, e protecção à imigração portuguesa. Exíguo investimento português, níveis baixos de tecnologia e empreendorismo.
Métodos de exploração e produção antiquados - comércio, agricultura, pescas, e industrias transformadoras. Dependência económica da exportação de café, diamantes, e (mais tarde) petróleo.
Banco de Angola como banco misto (propriedade privada e pública) e falta
de accesso ao crédito. Sistema bancário incipiente. Rápida expansão da
banca privada (Banco Comercial de Angola, 1957, Caixa Económica Postal,
Banco de Crédito Comercial e Industrial, Banco de Fomento Nacional,
Banco Totta Standard, Banco Pinto e Soto Maior, Instituto de Crédito de
Angola). Ausência de mercados de capitais capazes de atraír poupança doméstica.
Inclusão da produção nativa na economia angolana - mercados rurais, regime de propriedade da terra, e problema de mão de obra rural.
Problema das transferências - Défices na balança comercial e na balança de pagamentos, sobrefacturação das importações
Custos da guerra: interrupção de circuitos comerciais e pressões inflacionistas
Abertura da economia angolana ao investimento estrangeiro - petróleo de Cabinda e ferro em Cassinga e porto mineraleiro de Moçamedes. Fim do regime de monopólio para a exploração de diamantes pela Diamang.
De Colónia a Província Ultramarina
Os 15 Anos entre 1961 e 1974
Corrupção - A chaga da "Cunha" e do "mata-bicho"
18. Anos de Guerra
A
narrativa que aqui ofereço é baseada na experiência pessoal da minha
juventude e compreende o período enter os meados da década de 1950 e a
independência de Angola em 1975. Um período em que Angola era ainda uma
colónia portuguesa. Em termos de estatuto legal, Angola foi uma colónia
até 1951, província de 1951 a 1970, e depois passou a ser designada como
estado, até à independência.
Aviões militares da Força Aérea Portuguesa (FAP) na Base Aérea Nº9, em Luanda, 1960s
Inserida que estava no complexo colonial
português, Angola continuava de facto a ser uma colónia de exploração.
Todas as decisões mais importantes eram tomadas em Lisboa e a base do
poder assentava no cargo de governador geral que era escolhido pelo
ministro do Ultramar do governo português, e não eleito pelos residentes
em Angola.
Por norma, o cargo de governador geral era confiado a um
oficial superior do exército português, sendo como muito poucas excepções um civil.
Quartel General da Região Militar de Angola do Exército Português, 1960s
19. Administração Central
O Estado Novo
Primeiro-Ministro do governo português durante o período do Estado Novo entre 1932 e 1968, António de Oliveira Salazar (1889-1968)
Constituição 1933, revisão de 1951
Organização do governo Central
Assembleia Nacional
Governo
Câmara Corporativa
Primeiro Ministro
Primeiro-Ministro Português (1968-1974) e Ministro das Colónias (1944-47), Prof. Dr. Marcello Alves Caetano (1906-1980)
Ministro das Colónias João Belo
O
Ministro da Colónias (1926-27) João Belo (1878-1928), africanista que
primeiro reorganizou a administração e as finanças das colónias
portuguesas logo após a Revolução do Estado Novo em 1928. Criou o Banco
de Angola e a Junta da Moeda de Angola em 1926.
Ministro das Colónias (1931-35) Dr. Armindo Rodrigues de Sttau Monteiro (1896-1955)
Professsor de Finanças Públicas na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
Temperamento autoritário e voluntarioso. Co-autor do Acto Colonial 1930
Prof. Dr. Armindo Monteiro (1896-1955) Ministro das Colónias (1931-15), impulsionador da política de integração do Império Colonial Português, promotor
do Acto Colonial de 1930 e da Carta Orgânica do Império Colonial
Português, e renovador da administração e finanças das colónias
portuguesas.
(1896–1955) foi uma figura proeminente doEstado Novoportuguês, servindo como Ministro das Colónias (ou Ultramar) entre 1931 e 1935, Ministro dos Negócios Estrangeiros e embaixador em Londres durante a Segunda Guerra Mundial. Foi um diplomata e político chave na consolidação do regime de Salazar. Armindo
Monteiro concebia os autóctones africanos como racial e
civilizacionalmente inferiores aos metropolitanos. Deste modo, meditava
que a política indígena devia proteger os direitos dos nativos dos
abusos de alguns empresários pouco escrupulosos e que,
concomitantemente, lhes deveria impor o dever moral de trabalhar. Por
outro lado, achava que o Estado e os colonos deveriam contribuir para o
aperfeiçoamento civilizacional dos indígenas, enquadrando-os dentro de
hábitos culturais europeus.
Principais Atuações e Contexto:
Ministro das Colónias (1931-1935):Reformulou a política colonial portuguesa, focando na administração direta e no desenvolvimento económico das colónias, alinhado com a ideologia do Estado Novo.
Papel Diplomático:Como embaixador no Reino Unido, teve um papel fundamental na manutenção da aliança luso-britânica durante o início da 2ª Guerra Mundial.
Perfil:Professor universitário e empresário, foi considerado um dos intelectuais do regime, tendo sido também Ministro dos Negócios Estrangeiros.
Falecimento:Morreu em Loures em 1955
Sistema politicamente centralizado. Esta concepção desdobra-se em quatro coloniais principais:
a centralização da administração colonial era a garantia da solidariedade nacional entre as várias partes do império português;
o equilíbrio das finanças de cada colónia deveria condicionar as suas capacidades de investimento;
havia a conveniência de conciliar a centralização política que salvaguardava os interesses comuns com a descentralização da administração colonial que proporcionaria a satisafação dos interesses locais;
as regras de funcionamento da administração colonial deviam ser uniformizadas em conformidade com a concepção imperial.
Ministro do Ultramar (1958-1961) Almirante Vasco Lopes Alves (1898-1976), e Governador-Geral de Angola (1943-1947)
Contra-Almirante Vasco Lopes Alves (1898-1976), Governador -Geral de Angola (1943-1947), e Ministro do Ultramar (1958-1961)
Ministro do Ultramar Sarmento Rodrigues
Ministro do Ultramar (1950-1958) Almirante Sarmento Rodrigues (1899-1979). Apologista da tese de Gilberto Freiresobre a integração portuguesa nos trópicos
Ministro do Ultramar Adriano Moreira
Ministro do Ultramar (1961-63) Adriano Alves Moreira (1924-2024). Como reformador do sistema, ele introduziu algumas medidas de liberalização da ordem coonial
Ministro do Ultramar Joaquim Silva Cunha regressou a uma política colonial conservadora e retrógrada
Joaquim Silva Cunha (1920-2014), Ministro do Ultramar (1965-1973)
Presidente da República Marechal Óscar Fragoso Cramona
General do Exército Óscar Fragoso Carmona (1869-1961), Presidente da República Portuguesa entre 1926 e 1951
Presidente da República General da Força Aérea Francisco Higino Craveiro Lopes (1894-1964)
Marechal Francisco Higino Craveiro Lopes (1894-1964), Presidente da República Portuguesa entre 1951 e 1958
Presidente da República Almirante da Armada Américo de Deus Rodrigues Tomás (1894-1987)
Almirante Américo Tomás (1894-1987), Presidente da República Portuguesa (1958-1974)
20. Administração Colonial
Acto Colonial 1930
Revisão constitucional de 1951
Estatuto do Indigenato, 1954
Estatuto das Missões e Concordata com a Santa Sé
Estatuto Político e Administrativo do Estado de Angola
Ministro do Ultramar
Governador Geral
Assembleia Legislativa
Conselho de Governo
Conselho Económico e Social
Secretário Geral
Secretários Provinciais
Economia
Planeamento e Finanças
Educação
Saúde
Obras Públicas e Habitação
Comunicações
Trabalho, Previdência, e Acção Social
Fomento Rural
Universidade de Luanda
Serviços e Repartições do Estado
Tribunais e organização judicial
Organização Militar
Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas
Exército, Marinha, e Força Aérea
Serviços de Administração Civil
Governadores de Distrito
Municípios
Concelhos e circunscrições de concelho
Postos
Bairros e Freguesias
Organização Fiscal
Fazenda e Contabilidade
Alfândega
Organização Financeira
Banco de Angola
Inspecção de Créditos e Seguros
Instituto de Crédito de Angola
Caixa Económica Postal
Planos de Fomento
Organização religiosa
Autoridades tradicionais e direito tradicional
O
governador geral era nomeado pelo governo de Lisboa e era responsável
pela administreação geral da província, embora não fosse o chefe militar
supremo na província, que por sua vez era nomeado pelo ministro da
defesa nacional. Os indigitados para o cargo de governador-geral e
governador de distrito eram por norma (com algumas excepções)
militares de carreiraportugueses. O governador geral era coajuvado na
gestão do seu
contencioso pelo secretário geral e por oito secretários provinciais
(Educação, Saúde, Economia, Planeamento, Obras Públicas, Comunicações,
Trabalho (+ Previdência e Acção Social), e Fomento Rural).
Cada
secretário provincial era nomeado pelo ministro do Ultramar sob
escolha indiciada pelo governador geral, e responsável pela operação das
muitas direcções dos serviços provinciais organizados em grupos. Cabia
ainda ao governador geral nomear os governadores de distrito e
supervisionar o seu trabalho.
O
governador geral era ainda ajudado por um conselho de governo (mais
tarde Conselho Económico e Social) e por um Conselho Legislativo,
composto por alguns membros eleitos indirectamente e a maioria designados pelo governonador geral. Cabia ao Conselho Legislativa apreciar as propostas de
diplomas legislativos antes de serem promulgados pelo governador geral.
Pedro Alexandrino da Cunha (1801- 1850)
Estátua do governador Pedro Alexandrino da Cunha (1801-50), no antigo largo em frente ao edifício dos Correios (CTT), em Luanda.
Exploração da costa sul de Angola Moçamedes e Porto Alexandre (Tombwa)
Governador Geral de Angola (1845-48)
Fundou o Boletim Oficial de Angola em 1845
Governador de Macau. Faleceu de cólera em Macau pouco tempo depois de lá chegar.
Implementou a política do Marquês de Sá da Bandeira de abolição da escravatura e conversão de Angola para colónia de exploração de produtos tropicais.
António Francisco da Silva Porto (1817-90)
Nota de Vinte Escudos emitida pelo Banco de Angola em 1956, com o retrato do sertanejo Silva Porto (1817-90) e uma imagem das instalações do porto do Lobito. No verso, a imagem de uma manada de nunces em correria na savana angolana.
Coronel Artur de Paiva
O Coronel Artur de Paiva (1858-1900)
Artur José Oriola Ferreira de Paiva (1858-1900). Embarcou para Luanda aos 17 anos de idade, começando a trabalhar no comércio local. Enlistou-se no exército em 1874 ainda muito novo, dois anos antes da idade então permitida.
Campanhas Duque de Bragança, Dembos, Bié, Alto Zambeze, Huíla (Cassinga e Humpata), Cunene, Cuando-Cubango (Ambuelas)
Casou com D. Jacquemina Elisabeth Gertruida Botha de Paiva, filha de Jacobus Friedrik Botha, o famoso líder dos Boers (os Doppers, calvinistas radicais) nas terras da Huíla, criadores de gado vindos do Transvaal, conhecidos pelo seu sentimento muito racista (eles odiavam os povos nativos) e desprezavam os colonos portugueses.
Interesse muito especial na descrição científica apropriada e notável administrador
Recebeu muitas condecorações e foi promovido rapidamente várias na sua carreira militar pelos seus feitos, pois com apenas 42 anos de idade era já coronel do exército.
Faleceu aos 42 anos, a 1 de Outubro de 1900 a bordo do vapor "Portugal", devido a complicações geradas por febres palustres, na viagem com sua esposa a caminho de Lisboa, perto das Ilhas de Cabo Verde. O seu corpo foi lançado ao mar no dia seguinte.
Coronel Artur José Oriola Ferreira de Paiva (1858-1900)
O extraordinário legado militar e político de Artur de Paiva compara-se a Luis Lopes de Sequeira (conhecido na história de Angola como o Mulato dos Prodígios). De facto, Angola deve a sua grande extensão territorial principalmente à obra de apenas três militares portugueses: 1) Luis Lopes de Sequeira, que trouxe os antigos reinos do Congo, Ndongo, e Matamba a fazerem parte do território de Angola (cerca de 8%); 2) Henrique de Carvalho que incorporou a Lunda (cerca de 15%); e 3) Artur de Paiva, que veio juntar ao território da colónia de Angola as extensas terras do Bié, Huíla, Cunene, sul do Moxico, e Cuando-Cubango (perfazendo mais de 60% da área total do território de Angola).
Major Henrique de Carvalho
Major Henrique Augusto Dias de Carvalho (1843-1909), explorador da Lunda
Comissário Régio para Angola Henrique Mitchell Paiva Cabral Couceiro (1861-1944)
Comissário Régio para Angola, Coronel Henrique Mitchell Paiva Cabral Couceiro (1861-1944), que governou Angola entre 1907 e 1909
Impulsivo - alcunha de Grande Relâmpago e Paladino
Monárquico ferrenho e católico devoto
Liderou a Revolta monárquica de Chaves
Castigo de Ndunduma - Incidente da embala de Belmonte que resultou no suicídio de Silva Porto
Comissão militar em Moçambique
Governador de Angola
Dirigiu vários atentados a restaurar a monarquia em Portugal. Exilado para a Espanha e depois para as Ilhas Canárias.
Alto Comissário General Norton de Matos (1867-1955)
Governador-Geral (1912-1915) e mais tarde Alto-Comissário (1921-1923) para Angola, General José Maria Mendes Ribeiro Norton de Matos (1867-1955)
Alto Comissário para Angola Engenheiro António Vicente Ferreira (1926-1928)
Durante o período mais recente entre 1942 e 1975, Angola teve os seguintes governadores gerais:
Comandante Álvaro Freitas Morna (1885-1961)
Comandante Álvaro Freitas Morna (1885-1961), Governador-Geral de Angola, de 1942 a 1943
Comandante Vasco Lopes Alves (1898-1976), Governador-Geral de Angola, de 1943 a 1947
Comandante Vasco Lopes Alves, Governador- Geral de Angola 1943-47
Capitão Agapito da Silva Carvalho (1897-1957) entre 1947 e 1955
Governador-Geral Capitão José Agapito da Silva Carvalho (1947-55)
- Secretário Geral Manuel Mascarenhas Galvão, como governador geral interino (1955 - 1956)
Coronel Horácio Sá Viana Rebelo (1910-85)
Governador-Geral (1956-1959) Coronel Horácio José de Sá Viana Rebelo (1910-1985)
Dr. Álvaro da Silva Tavares (entre Janeiro de 1960 e Junho de 1961)
Governador-Geral de Angola (1960-1961) Dr. Álvaro Silva Tavares (1915-?)
General Venâncio Deslandes (1909-85) entre Junho de 1961 e Setembro de 1962
Governador-Geral de Angola, General da Aeronáutica Venâncio Augusto Deslandes (1909-85)
Tenente-Coronel Silvino Silvério Marques (1918-2013) entre Setembro de 1962 e Outubro de 1966)
Tenente-Coronel Camilo Augusto Miranda Rebocho Vaz (1920-98) entre Outubro de 1966 e Outubro de 1972.
Governador-Geral Coronel Camilo Augusto de Miranda Rebocho Vaz (1920-1998) governou entre Outubro de 1966 e Outubro de 1972
Engenheiro Fernando Santos e Castro (1922-83) ) entre Outubro de 1972 e Maio de 1974)
O Governador-Geral (1970-1974) Engenheiro Fernando Augusto de Santos e Castro (1922-83)
Depois da revolução de 25 de Abril em Portugal e até à data da independência, o título de governador-geral passou a chamar-se Alto Commissário. Os seguintes militares portugueses foram responsáveis pela administração portuguesa durante este curto período:
- Brigadeiro Joaquim Franco Pinheiro (entre Maio a Junho de 1974)
- General Silvino Silvério Marques - segundo mandato (entre Junho e Julho de 1974)
- Almirante António Rosa Coutinho (entre Julho de 1974 e Janeiro de 1975)
- General António da Silva Cardoso (entre Janeiro e Agosto de 1975)
- General Ernesto Ferreira de Macedo, (durante Agosto de 1975)
- Almirante Leonel Gomes Cardoso (entre Agosto e 11 de Novembro de 1975)
De entre estes militares portugueses, destacou-se a acção do Almirante António Alva Rosa Coutinho, que durante o seu brevetermo suportou abertamente o MPLA, em detrimento da FNLA e da UNITA, sendo até conhecido como "Almirante Vermelho".
Almirante Rosa Coutinho (1926-2010), Alto-Commissário para Angola (entre Julho de 1974 a Janeiro de 1975)
O último Alto Comissário português para Angola foi o Almirante Leonel Gomes Cardoso, que se retirou de Luanda a 10 de Novembro de 1975.
Almirante Leonel Gomes Cardoso (1919-1988), último Alto Commissário Português para Angola (Julho a Novembro 1975), discursando momentos antes da partida definitiva das forças portuguesas de Angola, e não entregando o poder a qualquer dos movimentos de libertação.
Em
1974, Angola estava organizada em quinze distritos:
Cabinda (capital em
Cabinda),
Zaire (capital em São Salvador do Congo),
Uíge (capital em
Carmona),
Luanda (capital em Luanda),
Cuanza-Norte (capital em Salazar),
Cuanza-Sul (capital
em Novo Redondo),
Malange (capital em Malange),
Lunda (capital em
Henrique de Carvalho),
Benguela (capital em Benguela),
Huambo (capital em
Nova Lisboa),
Bié (capital em Silva Porto),
Moxico (capital no Luso),
Huíla (capital em Sá da Bandeira),
Moçâmedes (capital em Moçâmedes),
Cunene (capital em Pereira d'Eça), e
Cuando-Cubango (capital em Serpa
Pinto).
Os
presidentes e vogais dos municípios não eram eleitos pelos residentes
dos municípios mas sim apontados pelo governo colonial.
Durante
os anos de grande crescimento económico e social, os principais
secretários provinciais (melhor dizendo a equipa governativa) foram:
- Secretário Geral - Dr. Governo Montez (mais tarde Tenente-coronel Koch-Fritz)
- Secretário provincial de Educação - Dr. José Pinheiro da Silva (mais tarde Dr. Scott Hayworth)
- Secretário Provincial de Economia - Dr. Eduardo da Costa Oliveira
- Secretário provincial da Saúde - Dr. Cardoso de Albuqueque (mais tarde Dr. Fernando Sousa Pereira)
- Secretário Provincial de Planeamento e Finanças - Dr. Walter Marques
- Secretário Provincial de Comunicações - Tenente-coronel Carloto e Castro
- Secretário Provincial das Obras Públicas - Engº. Júlio Mestre
- Secretário Provincial de Trabalho, Previdência e Acção Social - Dr. Teixeira Marques
- Secretário Provincila do Fomento Rural - Dr. Vasco Sousa Dias
A
responsabilidade de banco emissor assentava no Banco de Angola, que era
um banco privado/misto que também oferecia crédito ao governo,
municípios, e às empresas e consumidores. As duas maiores companhias
privadas em Angola eram a Diamang, que tinha a concessão da exploração
de diamantes para a maior parte do território de Angola em regime de
monopólio, e os Caminhos de Ferro de Benguela (CFB), que tinha a
concessão da exploração da linha de caminho de ferro entre o porto do
Lobito e Dilolo (Teixeira de Sousa), onde ligava com os comboios do Katanga.
20. Fauna Selvagem e Proteção à Natureza
Parque Nacional da Quiçama - Luanda e Cuanza-Sul
Parque Nacional da Cameia - Moxico
Parque Nacional do Iona - Namibe
Reserva Natural Integral do Luando ou da Palanca Preta Gigante - Malanje
Reserva Natural Integral da Cangandala - Malanje
Reserva Natural Integral da Mupa ou da Girafa - Cunene
Reserva Parcial do Milando - Malanje
Reserva Parcial do Bicuar - Huíla
Reserva Parcial de Moçâmedes - Namibe
Reserva Especial do Hipopótamo - Congo, Cuanza-Norte, Luanda, Cuanza-Sul, e Malanje
Reserva Especial das Palancas - proibida a caça nos concelhos de Porto Amboím, Movo Redondo, Moxico, e no distrito de Luanda
Reserva Especial da Zebra - Concelho de Benguela e circunscrição dos Bundas
Reserva Esecial da Gunga ou Cefo - Concelhos de Dande, Icolo e Bengo, São Paulo (Luanda), Luena, e distritos de Huíla e Namibe
Reserva Especial da Cabra-de-Leque - Concelho de Benguela
Reserva Especial do Nunce - Concelhos de Dande, Icolo e Bengo, São Paulo (Luanda), e Moxico
Reserva Especial da Tua - Concelho do Moxico
Coutada Pública do Ambriz - Luanda
Coutada Pública de Mavinga - Cuando-Cubango
Coutada Pública de Luengue - Cuando-Cubango
Coutada Pública do Luiana - Cuando-Cubango
Coutada Pública do Mucusso - Cuando-Cubango
22. Organização Militar
Em
termos de administração militar, o chefe supremo era o comandante chefe
das forças armadas, por norma um oficial general português, apontado pelo
ministro da defesa de Portugal, que operava em colégio com o comandante-
chefe do exército, da marinha, e da força aérea. As forças militares
portuguesas em Angola estavam organizadas em três armas principais: Exército, Marinha, e Força Aérea, todos por sua vez organizados em sectores militares: Cabinda, com sede em Cabinda; Norte, com sede em Carmona; Centro, com sede em Nova Lisboa; Leste, com sde no Luso, e Sul com sede em Sá da Bandeira, que em conjunto constituiam a Região Militar de Angola (RMA) com quartel-general em Luanda. O general comandante chefe das forças armadas em Angola era independente do governador-geral e respondia directamente ao chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Portuguesas em Lisboa.
Cada arma era constituída por um ou mais corpos regulares e um ou mais corpos especiais. O Exército era composto pelas armas de infantaria, artilharia, cavalaria, transmissões, e intendência, e o corpo especial dos Comandos. A Marinha pela marinha de guerra e pelo corpo especial dos Fuzileiros Navais, e a Força Aérea pela força aérea propriamente dita e pelo corpo especial de Paraquedistas.
Marinha - Comando Naval de Angola
Sede do antigo Comando Naval de Angola, na Ilha do Cabo, Luanda, 1967
Força Aérea
2ª Região Aérea
Bases Aérea Nº 3 em Luanda
Aedrómos Base Negage e Henrique de Carvalho
Organização Provincial de Voluntários e Defesa Civil
A Organização Provincial de Voluntários de Defesa Civil de Angola (OPVDCA) foi criada em 1961, um tanto nos moldes da sua congénere, a Legião Portuguesa, como uma milícia para-militar para prover segurança e defesa civil à colheita de café nas fazendas do norte de Angola afectadas pela guerra.
Destacamento da OPVDCA prestando defesa militar a uma fazenda de café no norte de Angola, 1960s
No início, os voluntários da OPVDCA (que eram na sua grande maioria residentes brancos trabalhando part-time) recebiam uma recruta muito breve e muito básica e eram dotados de armamento muito antigo (espingardas Mauser), contudo, ao longo dos anos a OPVDCA tornou-se muito mais professionalizada, passando os seus membros (a maioria dos quais eram voluntários (agora brancos, mestiços, e negros) que tinham completado uma ou mais comissões de serviço militar em Angola) a trabalhar a tempo inteiro, e a receber treino muito mais completo e dotados armamento muito mais moderno, o que fez desta instituição um dos pilares de suporte aos fazendeiros de café nos distritos do Uíge e Cuanza-Norte.
A OPVDCA tinha o seu comando supremo em Luanda, e estava dependente directamente do governador-geral, e não do Comandante-Chefe General das Forças Armadas portuguesas em Angola, nem da PIDE. O seu orçamento era coberto por verbas provinciais. Em 1974, estima-se que o contingente da OPVDCA em Angola rondava os 40.000 voluntários.
Organizações para-militares da PIDE DGS - Flechas e Grupos Especiais (GEs)
Um grupo de "Flechas" recebendo treino militar no Sudeste de Angola, 1960s
(ainda em desenvolvimento)
A organização militar dos movimentos de libertação
FNLA - Frente Nacional de Libertação de Angola
MPLA - Movimento Popular de Libertação de Angola
UNITA - União Nacional para a Independência Total de Angola
Como
elemento central da minha formação como pessoa, devo relembrar aqui o
facto de que eu cresci numa colónia em tempo de guerra.
Entre 1961 e 1975, em todo o lado e todos os dias se viam soldados e
viaturas militares portugueses, se ouviam ou liam os comunicados de guerra, se
sentia a repressão da polícia, se sentiam os efeitos da censura na
imprensa e nas artes, se temia a acção da temível polícia política
PIDE/DGS.
Assim, lembro-me que foi ainda nos liceus Paulo Dias de Novais
e Salvador Correia e na Universidade de Luanda que tomei conhecimento
do desaparecimento inexplicado de alguns colegas angolanos africanos de
cor,
dos quais nunca viemos a apurar se tinham sido presos pela PIDE e
mandados para a prisão ou para os campos de concentração de São Nicolau
(cadeia do Bentiaba em Moçamedes) ou do Tarrafal (em Cabo Verde, mais tarde chamado de Chão Bom), ou se
tinham deixado Luanda para se juntarem aos
movimentos de libertação que activamente recrutavam membros nas escolas,
liceus e
universidade em Luanda.
Treino de Militantes das FAPLA, 1968
21. Organização Religiosa
Igreja Católica
Igrejas Protestantes - Metodistas, Evangélicos, e Baptistas
Religões tradicionais
Credos Sincréticos
(ainda em desenvolvimento)
Divisão Eclesiástica da Igreja Católica em Angola
Divisão eclesiástica da Igreja Católica em Angola, 1972
Evolução histórica
Padroado e Propaganda Fide
Igreja Católica até 1860 - Jesuítas, dominicanos, Carmelitas, e Capuchinhos
Missões Protestantes estrangeiras - Baptiste Missionary Society, Igreja Metodista em Luanda, Icolo e Bengo e Malange, e Igreja Evangélica no Huambo e Bié
Padre António Barroso e expansão da Igreja Católica no Congo
Acção dos Padres do Espírito Santo
Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST)
A Concordata entre o Estado Português e o Vaticano
O Estatuto das Missões no Ultramar
Expansão da Igreja Católica em Angola - Arquidiocese de Luanda, Dioceses, e Paróquias
Ordens
Missões
Seminários
Organizações de Leigos - Opus Dei, Cursos de Cristandade, e Cursos de Vida Apostólica
Outras igrejas sincréticas em Angola
Quibanguismo
Watch Tower
Tocoismo - Simão Toco
22. Progresso Económico e Social
Devo
ainda lembrar aqui que eu cresci num período (1961-75) em que a
economia de Angola
deu um salto muito grande. Em apenas quinze anos, Angola passou de uma
colónia atrazada para uma das economias mais prósperas e dinâmicas em
África. A descoberta de petróleo em Cabinda e exploração de ferro mais
racional das minas de Cassinga (Jamba), ao mesmo tempo que a Diamang
aumentava a exploração de diamantes na Lunda, e a consequente abertura
ao investimento estrangeiro, rápida
industrialização, oportunidade ampliade de emprego, melhoria das
condições de vida para a grande maioria, rápida escolarização, novas
escolas,
hospitais, estradas asfaltadas ligando (quase) todos os cantos eram
evidência dessa nova era de prosperidade.
Funeral de soldado português morto em combate no norte de Angola, 1963
xxxxxxxx
Doloroso momento mostrando um casal de pais idosos, recentemente chegados da Metrópole, a visitar pela primeira vez a campa de seu filho militar morto em combate em Angola
Funeral em Cabinda de oito militares portugueses mortos em combate pelas FAPLA na região do Miconge (Maiombe), em 1965.
Conjuntura Económica
Contudo, certos problemas
estruturais continuavam a esperar por melhores dias, como a integração
dos africanos na economia, dependência do café, diamantes, e petróleo,
dependência das importações, inequidade na distribuição do rendimento,
questão das transferência cambiais, o problema da terra e a mão-de-obra agrícola, o custo da
guerra, a questão racial, e a corrupção continuavam a ser desafios não
resolvidos.
O grande dinamizador da economia angolana, Dr. Jorge Eduardo da Costa Oliveira (1933-2016), Secretário Provincial de Planeamento e Finanças (Economia mais tarde) (1961-73)
O
milagre económico de Angola que ocorreu entre 1961 e 1974 foi obra de todos, pois viviam-se tempos em
que tudo (e todos) viam o futuro como próspero. Contudo, entre muitos
outros, foi o duo Dr. Costa Oliveira (1933-2016)e Dr. Walter Marques (1936-2009),
ambos
economistas e secretários provinciais, que planearam a estratégia
de desenvolvimento econonómico que gerou essa prosperidade. A obra em dois volumes do Dr. Walter Marques "Problemas do Desenvolvimento Económico de Angola" publicada pela Junta de Desenvolvimento Industrial em 1964 e 1965 é tida como o primeiro esforço organizado em inventariar os recursos e oportunidades e gizar uma estratégia baseada em polos de desenvolvimento regional para todo o território de Angola. Por outro lado, o legado do Dr. José Eduardo da Costa Oliveira foi mais como gestor/técnico da aparelhagem administrativa do estado em facilitar e liderar o processo de desenvolvimento económico acelerado de Angola entre 1962 e 1974.
O Dr. Walter Valdemar Pêgo Marques (1928-2009), Secretário Provincial da Economia de Angola (1962-70) (de Planeamento mais tarde)
Cabe ainda referir aqui a
extraordinária obra do Dr. José Pinheiro da Silva , natural de Cabinda, que liderou a Secretaria Provincial de Educação nos anos mais críticos
da rápida escolarização, e que veio abrir o futuro para milhões de
angolanos. Em 1968, o Dr. Pinheiro da Silva foi substituído pelo Dr. António Henrique de Araújo Sott Howorth.
O Tenente-Coronel Engenheiro Alberto Carloto de Castro,
secretário provincial das Comunicações também
desenvolveu uma acção muito relevante com a expansão da rede de
estradas asfaltadas que nos princípios da década de 1970 já ligava a
grande maioria das capitais de distrito.
Secretário Provincial de Saúde e Assistência Brigadeiro Dr. Fernando Lourenço de Sousa Pereira
Secretário Provincial de Trabalho, Previdência e Acção Social Dr. António Teixeira Marques
Secretário Provincial do Fomento Rural Dr. Vasco Antunes de Sousa Dias
Secretário Provincial das Obras Públicas Engenheiro Jorge Carlos Rodrigues Júlio Mestre
Secretário Provincial do Fomento Rural Dr.
Sistema Financeiro
Política Monetária e Controle Financeiro
Nota de 500 Angolares emitida pelo Banco de Angola em 1927
Inspecção Geral de Créditos e Seguros
Problema das transferências - Decreto lei 471-71
Bancos e Instituições de Crédito
Banco de Angola - Banco de capital misto estabelecido em 1926 com o objectivo de corrigir a crise monetária e fiscal que se vivia em Angola - Substituiu o Banco Nacional Ultyramarino como banco emissor, banco de pagamentos do estado, e banco comercial
Bancos privados:
Banco Comercial de Angola
Banco de Crédito Comercial e Industrial
Banco Totta Standard
Banco Pinto e Sotto Maior
Banco Inter Unido
Banco de Fomento Nacional
Instituições de crédito (não depósitos)
Instituto de Crédito de Angola
Caixa de Crédito Agro-Pecuário
Caixa Económica Postal
Montepio Geral de Angola
Instituições mutualistas de crédito à habitação
Cooperativa "O Lar do Namibe"
Cooperativa "A Nossa Casa"
Companhias de Seguros
Nacional de Angola
Tranquilidade
Guarantia África
Fidelidade Atlântica
Companhia de Seguros Angolana
Planos de Fomento
Primeiro
Segundo
Terceiro
Plano Intercalar de Fomento
Quarto
Sectores Económicos
Agricultura e Pecuária
Indústrias Extractivas
Indústrias Transformadoras
O empresário Manoel Vinhas (1920-1976), do Grupo CUCA
Transportes e Comunicações
Construção Civil
Banca, Moeda, Crédito, e Seguros
Comércio Interno
Comércio Externo
Turismo
Contas do Governo
Receitas
Impostos
Despesas
Déficits
Dívida Pública
Demografia
Clima
Regiões Naturais
Orografia
Regime de chuvas
Temperatura
Regiões Económicas
Luanda
Cabinda
Planalto do Congo e Malange
Seles e Amboím
Lunda
Planalto do Central - Huambo e Bié
Planalto da Huíla
Baixa Tropical - Moxico e Cuando Cubango
Bacia do Cunene
Orla Costeira
Deserto de Moçâmedes
Sistemas de Produção
Camponês / Tradicional
Pequeno Produtor
Produtor Médio
Produtor Empresarial
Companhias Majestáticas
Diamang
Ernesto Jardim de Vilhena
Ernesto Jardim de Vilhena (1876-1967), fundador e administrador da Diamang (1920-66)
xxxxx
Major Bento Esteves Roma (1884-1953), chefe da campanha militar portuguesa que resultou no castigo severo do povo Quioco, na ocupação efectiva da Lunda e na consequente exploração diamantífera, Governador da Lunda, Moxico, e Cuando-Cubango, e Governador-Geral (Interino), em 1930.
Companhias de monopólio de fomento colonial
Cotonang
Caminhos de Ferro de Benguela
Companhia do Assúcar de Angola
Companhia do Cassequel
Companhia de Cabinda
SONEFE
Hidro-Eléctrica do Alto Catumbela
Estrutura Produtiva
Sector Tradicional
Agricultura
Madeiras
Pescas
Pecuária
Indústrias Extractivas
Comércio
Serviços
Turismo
Energia
Electricidade
Petróleos
Transportes
Terrestres colectivos
Caminhos de Ferro
Transportes Aéreos - domésticos e internacionais
Navegação e Cabotagem
Comunicações
Cabo submarino, Telégrafo, e Telefones
Estradas, portos, e ligações aéreas
Comércio Externo
Importação / Exportação
Banca, Finanças, e Seguros
Preços e Inflação
Razões de Troca entre mercadorias exportadas e importadas